terça-feira, 25 de agosto de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

domingo, 3 de maio de 2009

Alguns endereços interessantes para utilizar em pesquisa:

http://www.cobra.pages.nom.br/filotemas.html ;
http://www.mestreclaudio.pro.br/bd.php?ss=6&id=171 ;
http://www.mundodosfilosofos.com.br/;
http://portal.filosofia.pro.br/filosofos--temas.html
Os Períodos da Filosofia Grega.
A palavra filosofia é grega. Para entender seu significado é preciso ver separadamente as palavras originais que compõem esse termo:
Filo = amizade ou amor
Sofia = sabedoria ou conhecimento
Portanto, filosofia significa “amor ou respeito pelo saber”.
Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, porem os homens podem desejar e amar o saber, tornando-se dessa maneira em filósofos. Assim se atribui a este filósofo a invenção da palavra filosofia.
Entende-se por filosofia grega os períodos que existiram antes e depois de Sócrates, sendo eles:
Período pré-socrático ou cosmológico: se caracterizou por investigar a origem das coisas assim como também as mudanças constantes que aconteciam na “physis” (natureza). Nesse período se destacou Tales de Mileto.
Período socrático ou antropológico: foi fundado na democracia que proporcionava igualdade a todos na polis (cidade), assim todos tinham direito à participação no governo e deviam estar preparados para isto, modificando a educação e os educadores, que no primeiro momento eram os poetas, a partir desse momento eram os sofistas e os filósofos. Isso produziu um grande debate através do tempo ao respeito das razões de ambos grupos.
Período sistemático: é marcado pela atuação de Aristóteles que introduziu a lógica como instrumento de aferição do pensamento, partindo de vários princípios deu as condições de estabelecer a validade do pensamento cientifico.
Período helenístico: aconteceu após a decadência política das polis e se caracterizou pelo aparecimento de doutrinas que além de trabalhar com a natureza e a lógica, buscavam enfatizar a felicidade e a ensinar formas de dirigir a vida.
Em tais períodos houve filósofos de atos destacados como: Sócrates que fundou a filosofia humanista; Platão como seguidor de Sócrates fundou a Academia de Atenas e Aristóteles que é considerado o maior filósofo, sistematizou a lógica e vários outros conhecimentos como metafísica, moral e política.
Por que Filosofia?
Chama-se Filosofia, ao processo que busca conhecer racionalmente a origem e as transformações de todas as coisas. Assim, a atitude filosófica é um questionamento continuo. Para tal atitude ser praticada é preciso perguntar:
O que é? – Qual é a realidade e o significado de algo?
Como é? – Como é a estrutura ou o sistema de ralações das coisas?
Por que é? – Qual é a origem de algo?
O começo da atitude filosófica é perguntar ao mundo sobre as coisas que o compõem e suas relações, assim como a relação que mantemos com ele. Por isso aos poucos as questões filosóficas se voltam à nós mesmos, e a nosso próprio pensamento.
O que é pensar?
Como é pensar?
Por que há o que pensar?
Desta maneira a filosofia se realiza como reflexão, e seguindo o Oráculo de Delfos, procura realizar os dizeres do portal: “Conhece-te a ti mesmo”.
A palavra reflexão se refere ao processo pelo qual o homem considera suas próprias ações e pensamentos, é o movimento de retorno sobre si mesmo.
A reflexão filosófica é o movimento de interrogação que o individuo faz ao próprio pensamento, é a forma de examinar, compreender e avaliar o que é pensado e a forma como é pensado. Desta maneira o sujeito pode conhecer suas idéias, vontades, desejos e sentimentos, alem da percepção sensível, a saber, alem das sensações proporcionadas pelos sentidos, o seja, conhecer através da razão.
A reflexão filosófica para ser compreendida como tal deve ser:
Radical, pois tem que ir à raiz do problema,
Rigorosa, já que é preciso aferir metodicamente o encadeamento lógico da reflexão,
De conjunto, pois o problema não pode ser analisado parcialmente, mas deve ser considerado em todos os aspectos possíveis.
Portanto, não é suficiente alguém ter um conjunto de idéias ou princípios a respeito dos problemas ou coisas do cotidiano, ainda que tudo isso tenha sido adquirido através da experiência. Mas é necessário que se faça uma reflexão ao respeito, de maneira tal que partindo dessas experiências possa “superá-las e sistematizá-las num encadeamento radical, rigoroso e com fundamentação racional na sua totalidade” como se manifesta a professora Marilena Chauí.

sábado, 2 de maio de 2009

Do Mito à Filosofia.
O mito é uma forma de narrativa que explica a origem das coisas através de lendas e histórias sagradas. É tido como verdade por causa da pessoa que relata a historia, um poeta, um sacerdote ou um patriarca escolhido pelos deuses, os quais revelaram a estes, o começo das eras, através de visões, que os escolhidos tiveram sobre o passado, o que permitiu que a origem das coisas fosse desvendada. Após algum tempo, as pessoas passaram a questionar a veracidade dos mitos transmitidos oralmente, pois conseguiram perceber que as explicações dadas sobre a origem de todas as coisas eram contraditórias e limitadas. Durante a antiguidade clássica, na Grécia, foram se produzindo acontecimentos que promoveram as mudanças necessárias para o florescimento da filosofia.
Dentro das principais condições históricas necessárias ao surgimento da filosofia podem-se citar:
As viagens marítimas – que permitiram aos gregos descobrir que os locais que os mitos diziam habitados por deuses, titãs e heróis eram, na verdade, habitados por outros seres humanos. As viagens produziram o desencantamento ou a desmistificação do mundo, que passou, assim, a exigir uma explicação sobre sua origem, explicação que o mito já não podia oferecer.
A invenção do calendário – foi através de povos vizinhos, que conseguiram calcular o tempo, inventando o calendário, sistematizando a forma de prever frio, calor, sol, chuva, seca e outros fatores climáticos que antes acreditavam serem alterados pelos deuses. Assim revelaram uma capacidade de abstração nova, ou uma percepção do tempo como algo natural e não como um poder divino incompreensível.
A invenção da moeda – que permitiu uma forma de troca que não se realiza através das coisas concretas ou dos objetos concretos trocados por semelhança, mas uma troca abstrata, uma troca feita pelo cálculo do valor semelhante das coisas diferentes, revelando, portanto, uma nova capacidade de abstração e de generalização.
A invenção da escrita alfabética – que, como a do calendário e a da moeda, revela o crescimento da capacidade de abstração e de generalização, uma vez que a escrita alfabética ou fonética, diferentemente de outras escritas – como, por exemplo, os hieróglifos dos egípcios ou os ideogramas dos chineses –, supõe que não se represente uma imagem da coisa que está sendo dita, mas a idéia dela, o que dela se pensa e se transcreve.
O surgimento da vida urbana – com predomínio do comércio e do artesanato, dando desenvolvimento a técnicas de fabricação e de troca, e diminuindo o prestígio das famílias da aristocracia proprietárias de terras, por quem e para quem os mitos foram criados.
A invenção da política – que introduz três aspectos novos e decisivos para o nascimento da filosofia:
A idéia da lei como expressão da vontade de uma coletividade humana que decide por si mesma o que é melhor para si e como ela definirá suas relações internas.
O surgimento de um espaço público que faz aparecer um novo tipo de palavra ou de discurso, diferente daquele que era proferido pelo mito.
A política estimula um pensamento e um discurso que não procura ser formulado por seitas secretas dos iniciados em mistérios sagrados, mas que procuram, ao contrário, serem públicos, ensinados, transmitidos, comunicados e discutidos.
Fonte de dados: www.brasilescola.com/filosofia

domingo, 26 de abril de 2009

Filosofia e Sociologia: a modo de introdução.

Filosofia e Sociologia:
A dicotomia entre ensinar filosofia ou a filosofar é o problema inicial do projeto filosófico. Os defensores de ensinar filosofia sustentam que se há uma forma de aprendê-la é através da historia do pensamento dos filósofos, ou seja, estudando o pensamento e os sistemas filosóficos através da história da filosofia. Hegel é um dos maiores expoentes desta tendência, contrapondo-se a Kant que propõe a atividade filosófica, como atividade reflexiva, que deve ser ensinada apresentando os problemas que a filosofia através de sua historia, tentou solucionar.

Na condição atual, onde a obrigatoriedade da disciplina se estende nos três níveis do ensino médio, se dão às condições necessárias para apresentar a introdução à filosofia, de maneira que o aluno possa desenvolver um pensamento independente e reflexivo, fundamentando o conhecimento adquirido na razão, na história e na ética. Desta maneira, durante o percurso do ensino médio ou na modalidade da EJA (Educação de Jovens e Adultos), será dada ênfase à problemática filosófica, com breves fundamentações em textos produzidos por diferentes filósofos.
O desafio do professor de filosofia ou sociologia é trazer o aluno para a realidade, e certamente não será com doces, porem quem acorda está pronto para interpretar o cotidiano. Despertar e sensibilizar o aluno para as questões sociais e os desafios que as transformações atuais têm nos colocado, preparando-os para uma intervenção responsável na vida social e para o exercício da cidadania. Levá-los a reconhecer alguns conceitos e autores das ciências sociais sem, no entanto, a necessidade de uma formação teórica e conceitual rigorosa.
O programa segue uma organização e divisão didática que não é obrigatória nem necessária, sendo possíveis alterações, acréscimos, exclusões e inversões em suas unidades no decorrer do trabalho. As aulas conjugarão a exposição das diferentes teorias, a possibilidade de serem atualizadas à realidade cotidiana e a crítica a sua condição prática.
Cada temática e/ou conceito do programa será estudado a partir da análise e discussão de questões atuais e, se possível, próximas à realidade social dos alunos. Será privilegiada a utilização de notícias de jornais e revistas. O objetivo é construir, em conjunto com os alunos, os conceitos estudados. Em alguns casos serão feitas leituras teóricas de textos preparados pelo professor ou das apostilas da escola, assim como trechos de textos clássicos. A realidade mais distante dos alunos, filosoficamente falando, será abordada com os trabalhos de interpretação, argumentação e produção de textos filosóficos.