sexta-feira, 30 de março de 2012

Ideia de cidade justa de Platão

“Como a temperança, também a justiça é uma virtude comum a toda a cidade. Quando cada uma das classes exerce a sua função própria, "aquela para a qual a sua natureza é a mais adequada", a cidade é justa. Esta distribuição de tarefas e competências resulta do fato de que cada um de nós não nasceu igual ao outro e, assim, cada um contribui com a sua parte para a satisfação das necessidades da vida individual e coletiva. (...) Justiça é, portanto, no indivíduo, a harmonia das partes da alma sob o domínio superior da razão; no Estado, é a harmonia e a concórdia das classes da cidade.” PIRES, Celestino. Convivência política e noção tradicional de justiça. In: BRITO, Adriano N. de; HECK, José N. (Orgs.). Ética e política. Goiânia: Editora da UFG, 1997. p. 23. Apostila CNEC Pág.8.

Aristóteles, Ética a Nicômano. 1

O que é isso que dizemos ser o objetivo da Ciência Política, e o que é o bem supremo, alcançado pela atividade humana? Sobre seu nome, quase todo o mundo está de acordo, porque todos dizem – que é a felicidade e identificam o bem viver e o agir bem com o ser feliz. Porém diferem sobre o que é a felicidade, e o vulgo e os sábios não a explicam da mesma maneira. Porque o vulgo pensa que se trata de algo tangível e visível, como o prazer, a riqueza ou as honras; diferem, entretanto, uns dos outros - e frequentemente um mesmo homem a identifica com coisas diversas, com a saúde se está doente; com a riqueza se é pobre; mas, conscientes de sua ignorância, admiram os que proclamam algum grande ideal que está acima de sua compreensão. Entretanto, alguns pensam que, à parte desses muitos bens, existe outro que subsiste por si mesmo e que é causa de todos. Aristóteles, Ética a Nicômano; p. 323

quarta-feira, 28 de março de 2012

the power of six degrees.

http://www.youtube.com/watch?v=gfrNfNkylbk&feature=colike

The power of six degrees.

http://www.youtube.com/watch?v=zlCeiGjs-GQ&feature=colike

terça-feira, 27 de março de 2012

O que é ser humano? 1

Em todos os lugares e a todo momento, existe outra pessoa por perto ou várias outras e, assim, sucessivamente. Isso se chama viver em sociedade. As relações diárias com pais, colegas, amigos, professores e até com desconhecidos são chamadas de relações sociais. A convivência é isso – com viver – viver com o outro.
Mas e quando um ser humano não convive com outros seres humanos? O que acontece?
Existe um relato, datado de 1921, sobre duas garotinhas que foram encontradas vivendo em cavernas, com lobos, numa floresta da Índia. A estimativa era de que a mais jovem tinha cerca de 4 anos, e a mais velha, cerca de 8 anos de idade. Foram chamadas de Amala e Kamala. Como e quando foram abandonadas não se soube precisar. Ambas foram levadas a uma instituição, nos moldes de um orfanato.
As meninas locomoviam-se engatinhando, pois não sabiam andar só com os membros inferiores.
Não se comunicavam, pois não sabiam as palavras, porém emitiam alguns grunhidos. Alimentavam-se de carne crua e não utilizavam as mãos para comer ou beber; não se adaptavam a nenhum tipo de vestimenta; possuíam olfato e audição apuradíssimos, tal qual certos animais, e seus olhos, no escuro, apresentavam um brilho diferente. A mais jovem morreu um ano depois de capturada, e a mais velha viveu por mais 8 anos. Kamala só conseguiu andar da forma ereta depois de 6 anos de tentativas. Sentiam certo desconforto no meio de outras pessoas e ficavam completamente à vontade perto de outros animais, os quais, por sua vez, não se espantavam com a presença das garotas, pareciam, inclusive, compreendê-las.
Apostila CNEC pág. 5

quarta-feira, 21 de março de 2012

Qual é o contexto social referido no texto e a forma de domínio caraterizado nele. Justifique.

“Quando Anu o Sublime, Rei dos Anunaki, e Bel, o senhor dos céus e da terra, que decretaram o destino da terra, assinalaram a Marduk, o todo-poderoso filho de Ea, deus de tudo o que é direito, o domínio sobre a humanidade, fazendo dele grande entre os Igigi, eles chamaram a Babilônia por seu nome ilustre, fizeram-na grande na terra, e fundaram nela um reino perene, cujas fundações são tão sólidas quanto as do céu e da terra; então, Anu e Bel chamaram por meu nome, Hamurabi, o príncipe exaltado, que temia a deus, para trazer a justiça na terra, destruir os maus e criminosos, para que os fortes não ferissem os fracos; para que eu dominasse os povos das cabeças escuras como Shamash, e trouxesse esclarecimento à terra, para assegurar o bem-estar da humanidade. O poderoso filho de Sin-muballit; o escudo real da Eternidade; o poderoso monarca, o sol da Babilônia, cujos raios lançam luz sobre a terra da Suméria e Acádia; o rei, obedecido pelos quatro quadrantes do mundo; adorado de Nini, sou eu. Quando Marduk concedeu-me o poder de governar sobre os homens, para dar proteção de direito à terra, eu o fiz de forma justa e correta... e trouxe o bem-estar aos oprimidos.” (Adaptado: Código de Hamurabi)

Fragmento do caderno do cárcere Nº 11, 1932-1933, Antonio Gramsci. Nota III.

Se for certo que toda linguagem contem os elementos de uma concepção do mundo e de uma cultura, também será certo que pela linguagem de cada um pode-se julgar a maior ou menor complexidade da sua concepção do mundo. Quem fala só um dialeto ou compreende a língua nacional em graus diversos, participa necessariamente de uma intuição do mundo mais ou menos restrita e provincial, fossilizada, anacrônica em comparação com as grandes correntes do pensamento que dominam a historia mundial. Seus interesses serão limitados, mais ou menos corporativos ou economistas, não universais. Se não é possível sempre aprender tais línguas estrangeiras para ficar em contato com vidas culturais diversas, é preciso ao menos aprender bem a língua nacional. Uma grande cultura pode traduzir-se na língua de outra grande cultura, ou seja, uma grande língua nacional, historicamente rica e complexa, pode traduzir qualquer outra grande cultura, sendo uma expressão mundial. Porem um dialeto não pode fazer o mesmo.